Caracu, O Bos taurus brasileiro adaptado aos trópicos: experiências de um programa de seleção para peso ao sobreano

M. E. Z. Mercadante

Resumen


O bovino Caracu é originário dos primeiros bovinos introduzidos no Brasil pelos portugueses em 1534, e sofreu intensa seleção natural ao enfrentar as adversidades do clima tropical. Esteve quase em extinção na década de 1960. Em 1976 o Instituto de Zootecnia reativou o programa de seleção desta raça. Neste trabalho são mostrados os resultados de 24 anos de seleção para peso ao sobreano em um rebanho experimental da raça Caracu criado em condições de pastagem. Os diferenciais de seleção efetivos do peso ao sobreano foram 1,10 e 0,28 unidades de desvio-padrão para touros e vacas e o intervalo de gerações médio foi 5,7 anos. O coeficiente de endogamia foi bem controlado, com incremento de 0,06%/ano, devido à introdução de alguns touros de fora e ao controle de acasalamentos consanguíneos. As tendências genéticas das características de crescimento obtidas até a seleção foram todas significativas. Para o peso ao sobreano a tendência genética foi de 0,48% e 0,37% da média ao ano para machos e fêmeas. Novilhas, e vacas e novilhas juntas tiveram taxas de prenhez médias de 80% e 72%, mas esta característica mostrou variabilidade genética muito baixa. A herdabilidade do grau de infestação por carrapatos foi 0,22, suficiente para se obter progresso genético para resistência pela seleção dos animais menos infectados. As carcaças de Caracu possuem maior porcentagem de músculos e menor porcentagem de gordura que as referentes aos animais Nelore. Possuem também peso dos cortes comerciais semelhante, mas tem maior rendimento de dianteiro, de menor valor comercial. Os resultados sugerem que a raça Caracu tem potencial genético para responder à seleção para características de crescimento, e é uma boa opção de raça Bos taurus para ser criada nas condições brasileiras em pastagem.


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